Ao sair, deixamos para trás a ilusão de controle,
Olhar Interior - Ro Souza
Fotografia, Paisagem, Pensamentos, Lugares e Viagens
22 de dez. de 2025
Viajar é Trocar a Roupa da Alma
Ao sair, deixamos para trás a ilusão de controle,
Expedição Estrada Real: de Manhuaçu a Paraty
Trindade: Dois Dias no Paraíso
Trindade não é apenas um destino — é um estado de espírito. Em dois dias, esse pequeno pedaço de paraíso no litoral do Rio de Janeiro conseguiu fazer o tempo desacelerar, o pensamento silenciar e o coração bater no ritmo do mar.
A chegada já anuncia o que vem pela frente: estrada cercada de verde, cheiro de mata atlântica e aquela sensação boa de que o celular vai perder importância rapidinho. Trindade recebe sem pressa, como quem diz: fica tranquilo, aqui a vida é simples.
No primeiro dia, o encontro com o mar foi imediato. Águas claras, ondas que conversam com a areia e um horizonte que parece não ter fim. A Praia do Cepilho impressiona pela força e beleza bruta, enquanto a Praia dos Ranchos acolhe com seu clima mais calmo, quase um convite para sentar, respirar fundo e não fazer absolutamente nada — missão cumprida com excelência.
Entre uma caminhada e outra, Trindade revela seus detalhes: trilhas que levam a piscinas naturais esculpidas na rocha, onde a água doce encontra o salgado em perfeita harmonia. Ali, o tempo simplesmente para. O barulho do mundo some, substituído pelo som da água escorrendo e pelas risadas leves de quem entendeu que felicidade pode ser bem simples.
O segundo dia amanhece preguiçoso, com cheiro de café e mar. O sol nasce devagar, como se também estivesse de férias. Mais um mergulho, mais algumas fotos que nunca vão conseguir traduzir exatamente o que os olhos viram — mas tudo bem, certas memórias são exclusivas da alma.
Trindade é natureza viva, é pé na areia, é banho de mar sem hora para acabar. É o tipo de lugar que não promete luxo, mas entrega paz. Dois dias foram suficientes para descansar o corpo, mas insuficientes para matar a saudade que já nasce na hora da partida.
Voltamos diferentes: mais leves, mais calmos e com a certeza de que o paraíso existe — e ele fica ali, entre o verde da serra e o azul do mar.































































